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Polifarmácia e interações medicamentosas: uma análise retrospetiva

Polifarmácia e interações medicamentosas: uma análise retrospetiva

Com o advento de medicamentos antirretrovirais mais eficazes e toleráveis, surgem agora preocupações no que diz respeito ao acompanhamento das pessoas que vivem com VIH, nomeadamente o envelhecimento e a crescente existência de comorbilidades. Por esta razão, a polifarmácia e as interações medicamentosas revelam-se um desafio para os especialistas. A este propósito a Dr.ª Joana Fragoso, do Serviço de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar Universitário do Porto apresentou no EACS 2019 um e-poster dedicado ao tema. Veja o vídeo.

Vídeo

De acordo com a Dr.ª Joana Fragoso, o trabalho "Polypharmacy and drug-drug interactions - prevalence in a Portuguese HIV Metabolic Clinic" consistiu num estudo retrospetivo dos doentes acompanhados no referido Serviço entre junho de 2018 e junho de 2019. O estudo analisou assim 210 doentes, maioritariamente homens, com uma média de idades de 53 anos, com 43% dos utentes com mais de 54 anos.

Definindo polifarmácia como a toma de mais de cinco medicamentos, para além da terapêutica antirretrovírica, a análise constatou que cerca de 25% dos doentes estavam nesta condição, sendo as medicações mais comuns as estatinas e a vitamina D.

A análise revelou ainda que a polifarmácia era mais prevalente nos doentes com idade superior a 55 anos, com nadir mais baixo e infeção por VIH com maior duração.

Em relação às interações medicamentosas, cerca de um terço dos doentes se encontrava nessa situação, havendo dois casos em que "essas interações eram graves e a medicação estava contraindicadas". Os principais agentes que interagiam eram os inibidores da protéase.

"Com este trabalho queríamos sublinhar a importância de se verificar a existência de interações medicamentosas, [devendo-se] em todas as consultas rever a tabela terapêutica dos doentes", defende a Dr.ª Joana Fragoso, concluindo: "sabemos que a polifarmácia está associada a síndromes de fragilidade e síndromes geriátricas", razões pela qual é importante evitar esta situação nos doentes com VIH.

sábado, 09 novembro 2019 15:36
Posters


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